Nós do Lab

Pessoal, boa tarde! Estamos organizando um evento (30 de março) para discutir pontos muito importantes para nós aqui do LabHacker e, acreditamos, para muitos outros laboratórios cívicos. Por isso chamamos esse evento de “Nós do Lab: amarrando as ações do Laboratório Hacker da Câmara dos Deputados”. A proposta é trocar ideias sobre boas práticas que levem a um aproveitamento mais dinâmico e efetivo dos potenciais do nosso laboratório de inovação. Os pontos que pensamos serem centrais nesse processo:
  • Premissas colaborativas na atuação de um Laboratório Hacker;
  • Participação social no Legislativo: problemas, soluções e perspectivas.
Você pode contribuir, de onde estiver, com ideias para tentar minimizar os problemas levantados por essas questões. Essa é uma enquete diferente que permite que você avalie a força de uma ideia, dada a comparação dela com as demais. Além disso, permite que você inclua novas soluções, enriquecendo a análise feita colaborativamente.  Por fim, essas ideias farão parte das discussões que serão realizadas presencialmente no Laboratório Hacker da Câmara dos Deputados.
Sobre as premissas colaborativas, queremos discutir as características que os projetos desenvolvidos por um laboratório de inovação de governo devem ter para que sejam de fato iniciados e mantidos. Esse será um momento de reflexão sobre a nossa experiência de laboratório nos últimos dois anos, que acreditamos fazer parte do processo de amadurecimento das perspectivas do trabalho colaborativo cívico. Passamos por hackathons, hackdays, participamos de muitos eventos nos mais variados formatos, iniciamos e encerramos projetos. Mas, afinal, que aprendizado agregamos de tudo isso? O que podemos aplicar para o aperfeiçoamento do nosso jeito de trabalhar colaborativamente? Será o momento de mudar tudo e começar de novo, de um modo totalmente diferente?

“Não arriscar nada é arriscar tudo”. Al Gore

Hoje uma das nossas principais preocupações é com a sustentabilidade dos projetos que estamos desenvolvendo. Estamos inseridos em um ecossistema complexo de aplicativos que têm a finalidade de fomentar a transparência e a participação social. Alguns esforços nesse sentido não resultariam em redundância, decorrente da falta de comunicação entre as equipes de projetos similares espalhados pelo Brasil? A difusão de iniciativas enfraquece a ação social? Como unir esforços sem perder o trabalho já realizado? Nesse contexto, precisamos pensar nas melhores práticas em relação à organização, escrita de código, linguagem de programação, conexão com outros laboratórios, e relacionamento com programadores e voluntários interessados no projeto. Sobre a participação social, estamos em busca de um entendimento mais completo do cenário no qual estamos vivendo e como nos posicionar para responder aos anseios da sociedade em relação à participação no processo legislativo. Informações resultantes de discussões sobre assuntos legislativos nas redes sociais não chegam suficientemente organizadas para os atores e esferas da tomada de decisão política. Que competências os órgãos governamentais precisam desenvolver para se relacionar melhor com os cidadãos? Que ferramentas hoje melhor espelham a forma de agir politicamente em nossa sociedade? Elas têm a capacidade de engajar politicamente os cidadãos que estão atualmente alheios a canais de interação já abertos pelo governo e por entidades da sociedade (Participa.Br, enquetes, petições públicas, e-Democracia, Cidade Democrática, e-Cidadania, etc)?

“A mudança está na cabeça das pessoas”. Manuel Castells

Daniel Esashika

Daniel Esashika

Sagitariano, organizador de projetos colaborativos (juro que eu tento!), leigo profissional, mochileiro, leitor ávido, apaixonado por Brasília.

 

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